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sexta-feira, 25 de abril de 2014

Ana da 8 afirma que foi escolhida como bode expiatório de alguns deputados para servir de exemplo. Segundo ela, a prova de sua inocência está comprovada documentalmente e testemunhalmente e que não medo de enfrentar as acusações de que tem sido vítima.


Cansada de ter seu nome sendo divulgado na imprensa por situações que segundo ela, nunca ocorreram e que vem manchando sua honra e todo o seu trabalho social realizado ao longo de 15 anos, a deputada estadual Ana da 8 (PT do B), iniciou nesta quinta-feira uma peregrinação aos meios de comunicação para dar sua versão e esclarecimento sobre sua conduta política e acusações que vem sofrendo. 

Uma dessas principais acusações é a notícia veiculada no final da tarde de ontem envolvendo novamente seu nome na delação premiada feita pelo ex-deputado Valter Araújo, de que cada parlamentar da Assembleia Legislativa de Rondônia tenha recebido 1 milhão de propina. “Nunca tive e não tenho qualquer tipo de envolvimento com Valter Araújo e vou provar minha inocência para a todos aqueles que querem me destruir”, disse. 

Uma dessas provas que ela diz possuir é com relação ao dinheiro que ela recebeu de Valter Araújo e que, segundo a Operação Termópilas teria sido desviado da saúde. Segundo ela, o que chegou ao ouvido da mídia foi meia-verdades, uma vez que o dinheiro ela pediu para pagar o tratamento de saúde do pai que estava na UTI. “Pedi ajuda a todos os deputados, e só quem se dispôs a ajudar foi Valter Araújo. Como poderia adivinhar que o dinheiro poderia ser de origem ilícita?”, disse. 

Sobre essa conversa entre ela e Valter, feita através SMS, ela diz que, há um trecho no inquérito que não foi divulgado onde ela retorna a mensagem agradecendo Valter Araújo pela ajuda financeira que salvou a vida de seu pai, naquela ocasião. Ela acredita que talvez, o que tenha levado muitos a pensar de forma errada, foi a forma como ela se referiu ao dinheiro. No SMS, ela falou ao deputado que “estava precisando de dindin”. “Onde moro, é comum a gente se comunica desse jeito”, confirmou. 

Em relação à acusação sobre a suposta venda de mandato, Ana da 8 foi taxativa: “Jamais vendi meu mandato a quem quer que seja. O suposto Termo de Compromisso que foi registrado em cartório é montagem, segundo um laudo da Polícia Federal. O laudo indicou que o documento forjado através de colagem, montagem e decalcagem de assinaturas. Até minha assinatura nesse cartório não confere com a que está neste documento, conforme depoimento do próprio Tabelião”, explicou. 

Ana da 8 afirma que foi escolhida como bode expiatório de alguns deputados para servir de exemplo. Segundo ela, a prova de sua inocência está comprovada documentalmente e testemunhalmente e que não medo de enfrentar as acusações de que tem sido vítima. Ela já protocolou na Justiça estadual, com base nesses provas, uma ação de anistia política. “Estou à disposição do Ministério Público com delação premiada, se necessária”. 

Ao comentar sobre os verdadeiros motivos que a levaram a ser atacada publicamente, Ana da 8 acredita que seu trabalho, muitas vezes, feita no silêncio de suas obras sociais, é que motivou a fúria de grupos políticos. Na questão central está a Lei 3.111/2014, a Lei dos Precatórios do Estado de Rondônia, que, prevê a compensação de ICM e ICMS das empresas com a utilidade dos precatórios, dando desconto de 55,5% nos seus débitos com o erário público, sendo focada nas principais empresas do Estado: União Cascavel, Coimbra e Gonçalves. 

“Essa Lei de minha autoria proporciona desconto de 55,5% dos débitos com o erário público para as empresas, pagando com precatório. A partir de agora qualquer empresa pode comprar precatório e quitar dívidas com precatório graças à nova legislação. Isso proporcionará R$ 250 milhões de injeção financeira ao Estado de Rondônia. Esse é o motivo que muitos políticos resolver me perseguir e tentar me destruir. Com certeza mexi com os interesses de muita gente poderosa”, disse. 

Ao finalizar, Ana da 8, vários servidores públicos estaduais como policiais, delegados de polícia, profissionais da saúde e professores estavam aguardando este momento de negociar seus precatórios. "Estou viva e atuante e continuo trabalhando com a mesma dignidade", finalizou.

Fonte:  oobservador
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Por Anderson Anselmo DRT/RO 1419

"A felicidade não está em possuir mais dinheiro, mas na alegria de conseguir o almejado, na excitação do esforço criativo." Franklin Delano Roosevelt .

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